Nem sei como viver
numa vida em que já nem existes. Mas o mais estranho de tudo é que mesmo não
estando cá, consegues pôr-me a sentir-te. E às vezes quase sempre o meu
subconsciente ainda fala de ti como se fosses minha. Quero que vás embora de
uma vez por todas, e quero deixar de chorar quando ouço a música que dantes era
o nosso embalo, quero deixar de andar pela rua e imaginar te ao meu lado, quero
deixar de sentir que algum dia poderíamos estar juntos outra vez. Mas para o
meu subconsciente isto não é bem assim. Para ele tu ainda estas bem presente
sem preconceito
e superstição. Para ele tu ainda és
a menina que me agarravas o braço nos dias de chuva, me chamava puto quando me
via de mochila as costas,olhavas para mim de olhos bem abertos, quase a brilhar
e me perguntavas, «amas-me?». Quem me dera que tivesses também um subconsciente
que gritasse o meu nome.

Sem comentários:
Enviar um comentário